domingo, 27 de janeiro de 2013

[REVIEW] Pretty Little Liars - 3x16 - Misery Loves Company



Ah, que isso? Elas estão descontroladas! ♪

É isso mesmo, minha gente! As nossas mentirosinhas favoritas estão entrando na onda do baile funk e tocando o terror em Rosewood! Aliás, na verdade quem estão sendo aterrorizadas são elas, e quem pirou de vez é nossa querida Marleninha, showrunner da série. Se você ainda não viu esse episódio, recomendo ir correndo até o computador para vê-lo imediatamente, pois Pretty Little Liars apresentou o seu episódio mais INSANO desde a sua estréia, e não temos outra explicação para tudo o que aconteceu a não ser dizer que essa mulher surtou de vez e tomou um o chá de cogumelo de Ária antes de escrevê-lo.

Ok, aquela coisa de Meredith se fazer de boa moça no episódio anterior estava mesmo meio estranho, mas na minha mente (limitada, perto da criatividade dos roteiristas de PLL) jamais passou a possibilidade que a moça tinha intenções além de estragar a relação de pai e filha de Ária e Byron. Acontece que no fim das contas, Meredith agora se junta ao time de avulsos com um parafuso a menos que já passou pelas terras de Rosewood, e protagonizou cenas dignas dos melhores suspenses adolescentes americanos, tudo no maior estilo da franquia Pânico. Fiquei bastante surpreso mesmo ao ver que Meredith, na verdade, estava dopando Ária só para ter mais tempo para conseguir as folhas do diário de Alison, mas a maior surpresa de todas foi ver que ela foi capaz de partir para agressão física ao ponto de deixar Ária inconsciente no porão de casa. Se formos parar para analisar, essa seqüência toda foi ótima, porque rendeu boas cenas e um clima eletrizante de tensão, mas não faz o menor sentido. Se Byron realmente tivesse culpa no cartório, tudo isso seria compreensível e entenderíamos o motivo de tanto medo e determinação para proteger o diário de Alison, mas se Byron é inocente, qual o motivo de tanta loucura mesmo? A seqüência terminou, Byron e Ária fizeram as pazes e eu fiquei com a maior cara de taxo do tipo: “Tudo isso para isso?”, Não dá para tirar o mérito do episódio, porque realmente foi tudo muito legal e me deixou perplexo por tudo o que estava acontecendo ali, mas começo a duvidar do poder de coesão dos roteiristas de Pretty Little Liars.

Já que estamos em um “momento alfinetada”, devo manifestar a minha insatisfação com Alison e suas aparições sempre sem explicação. No começo da trama achava isso um baita de um plot twist, mas já introduziram tanto isso na trama que começa a ficar previsível a irritante ela aparecer tantas vezes, com informações tão valiosas, todo mundo ficar na dúvida se era real ou não, para no fim das contas ninguém tocar no assunto. A vítima dessa vez foi Ária, que estava dopada de chá de cogumelo, então fica um pouco mais óbvio que tudo se tratava de uma alucinação. Mas ao mesmo tempo, Ali deu informações relevantes sobre o chá que Ária estava bebendo e até mesmo de que Byron não havia matado ela, então a dúvida irritante permanece e deixa aquela sensação que os roteiristas escrevem a trama de forma aletória, só porque acham que seria “legal”.

Agora se tem um plot que me fez levantar da cadeira e dar várias palmas lentas, com certeza foi a trama de Spencer e Toby. Já não é de hoje que estou irritado com o fato de Toby agir pelas costas de todo mundo e ninguém nem desconfiar, então ter dado uma conclusão para esse caso me deixa mais do que satisfeito. Spencer, mais uma vez, ganha ainda mais minha simpatia por ter sido tão inteligente e ter encurralado Toby para pegá-lo com a mão na massa, ou melhor, na chave. Na verdade, Spencer desde que viu o crachá de entrada de Toby no sanatório já tinha tudo arquitetado. A chave não foi deixada a vista de Toby por coincidência, e duvido que alguma das outras Liars teria tido a mesma perspicácia de Spencer para arquitetar o plano.

Fico feliz pelo desfecho, que coloca definitivamente (ou até quando os roteiristas acharem interessante) Toby do lado dos vilões, parecendo muitas vezes tão perigoso quanto Mona, mas ao mesmo tempo fico com o coração na mão por Spencer. Devo elogiar agora também o desempenho de Troian Bellisario como atriz, que soube passar com muita veracidade o sentimento de uma mulher traída. Uma traição mais forte do que no quesito amoroso, uma traição que pende mais para o lado da deslealdade e do desrespeito como ser humano. Spencer sempre foi forte, mas pela primeira vimos a moça desmoronar na sarjeta, implorando para Toby para que nada daquilo fosse verdade.

O chato é que com Toby definitivamente no “A team”, Jenna fora da cidade, Byron inocentado, e Garret morto, a lista de suspeitos vai ficando reduzido e todas as especulações se voltam para Melissa (vulgo Pato Preto) novamente. Um plot batido e que já foi bastante explorado da série. Não iria me incomodar se ela realmente fosse a mandante, mas se começarem a repetir suspeitos sem começar a dar um desfecho, a história vai começar a ficar cansativa. E lá vamos nós de novo de volta a estaca zero......




Um comentário:

  1. Coesão não concorda em gênero, número e grau quando se trata PLL!

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